Paulo G. Cysneiros

Neutralidade e Alienação.

As tecnologias educacionais não são neutras, especialmente no sentido epistemológico: dependendo da tecnologia e do modo de uso como artefato mediador, o conhecimento pode ser diferente.
Tecnologias também não são neutras  em muitos outros aspectos. Sua chegada à escola mexe com o espaço físico, com a formação de professores, com a economia escolar, com as relações sociais entre pais e escola, alunos e professores, entre os próprio alunos. São relações dialéticas, onde tecnologias influenciam pessoas e pessoas adaptam tecnologias a condições ambientais, sociais, às necessidades e limitações de cada situação. Num nível macro, mexe com a economia, com a arquitetura, o meio ambiente, as estruturas sociais.
Outro aspecto não desprezível é o caráter dramático da nova percepção de um objeto, quando mediada pela nova tecnologia. O efeito dramático prende a atenção, estimula a ato de conhecer e desperta a curiosidade, a motivação para explorar (contanto que não ameace o indivíduo). Também pode conduzir, como vimos, a elevadas expectativas sobre seu potencial de mudança, baixando as defesas, condicionando os modos de conhecimento e de ação do usuário.
Hoje a televisão ainda goza do charme dramático da novidade, em parte devido ao aperfeiçoamento da tecnologia e das técnicas de uso, ao realçar formas e alterar perspectivas de rostos e de outros detalhes corporais; ao modificar o tempo e o espaço, criar efeitos e modificar objetos e contextos televisionados, mostrando-os repetidamente, descobrindo ou inventando novas realidades, integrando som, imagem, movimento, interação.

AS TECNOLOGIAS E A EDUCAÇÃO
Profª Maria Gorete de Figueiredo, Mestre em Administração, Doutoranda em Educação.
Profª Angela Maria Vidal de Negreiros França, Especialista em Gestão Educacional e Criatividade, Psicopedagogia
Profº Claudio José dos Santos Campos, Licenciatura em Pedagogia.
Créditos